Para o controle das enfermidades bacterianas, os antibióticos são comumente utilizados (Planas et al., 1994). Porém, o uso inapropriado desses quimioterápicos pode provocar a seleção de algumas cepas patogênicas resistentes (Vázquez et al., 2005), além de ser fonte de poluição ambiental (Boyd & Massaunt, 1999).
Os probióticos são uma alternativa para reduzir a utilização de antibióticos na aqüicultura. Gatesoupe (1999) define probiótico para aqüicultura como "células microbianas que são adicionadas de uma maneira que entrem no trato digestivo dos animais, mantendo-se vivas, com o objetivo de melhorar a saúde do animal". Os probióticos podem agir na prevenção de enfermidades, e diminuir a carga bacteriana, por exclusão competitiva ou produção de substâncias inibidoras, e podem estimular o sistema imunológico dos animais, além de produzir enzimas digestivas suplementares (Verschuere et al., 2000).
O uso de bactérias ácido-lácticas como probióticos se deve à sua capacidade de inibir o crescimento de bactérias patogênicas pela produção de compostos antibacterianos, como: bacteriocinas, peróxido de hidrogênio, ácido láctico e reuterim (Fuller, 1989). Kumar et al. (2008) trabalharam com Bacillus subtilis isolados de carpas e verificaram seu efeito imunoestimulante em Labeo rohita. Vieira et al. (2007) isolou uma bactéria ácido-láctica de camarões marinhos - Litopenaeus vannamei - adultos e observaram seu efeito probiótico pelo aumento da resistência de larvas da mesma espécie à infecção por Vibrio harveyi. Assim, o isolamento e a seleção de bactérias benéficas do trato intestinal de tilápias constituem-se importante estratégia para o desenvolvimento de probióticos para essa espécie.
São espécies:
- Bactéria-ácida
- Bactéria-do-ácido-láctico
- Geotrix
Sindicação
18/05/2009 @ 20:52:22
por MARCOS MICHEL